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Laserterapia

A palavra LASER significa light Amplification by Stimulated Emission of Radiation que, em português, seria ‘luz amplificada pela emissão estimulada de radiação’.

O laser é uma fonte de luz com vários comprimentos de onda que lhe conferem propriedades terapêuticas.

O laser de baixa potência ou laser terapêutico (low level laser therapy – LLLT) tem ação antiinflamatória, analgésica e bioestimulante.
Atualmente, devemos considerar o laser um auxiliar terapêutico indispensável aos consultórios odontológicos.

Como toda técnica , porém, é fundamental que se conheça bem os seus princípios básicos, principalmente porque os efeitos e o mecanismo de ação do laser são bastante complexos.

No caso do Herpes Labial, por exemplo, é comum o paciente chegar ao consultório para aplicação do laser, e ele já estar usando uma pomada ou tomando um comprimido para o Herpes. Infelizmente, esses comprimidos ou pomadas, têm o mecanismo de ação somente no DNA do vírus, diminuindo somente o tempo de exposição da lesão não atuando diretamente no fortalecimento da imunidade da região, apesar de não ter problema do seu uso concomitante com o laser.
O laser vai biomodular a região, isto é, vai fazer com que o local fique mais resistente (as células do nosso organismo ficam mais fortes e resistentes ao vírus), fazendo com que a reincidência diminua acentuadamente.

APLICAÇÕES E INDICAÇÕES NA ODONTOLOGIA

Alívio da dor – promove o alívio de dores de diversas etiologias, dores de origem pulpar, dores nevrálgicas, dores em tecido mole, mialgias, dores de pré e pós – operatório, entre outras aplicações.

Reparação tecidual – A fotobioestimulação por laser tem sido empregada de maneira bastante eficaz após tratamento de canal, lesões traumáticas, promovendo uma reparação tecidual mais rápida e com padrão de qualidade tecidual superior.
Redução de edema ou “inchaço” e de hiperemia que seria o aumento da circulação sanguínea local (efeito antiinflamatório, antiedematoso e normalizador circulatório) – Indicado na aplicação do pós operatório de procedimentos no campo da periodontia (inflamações gengivais e dos tecidos de sustentação dos dentes), cirurgia oral menor, etc

Anestesia – Ajuda a diminuir o desconforto do paciente no momento da aplicação da anestesia, visto que pode ser utilizado como pré-anestésico. O laser promove aumento da microcirculação e, desta forma, ajuda na absorção do anestésico, nos casos de pacientes com dificuldade para serem anestesiados.

A laserterapia é bastante eficaz no tratamento da hipersensibilidade dental que está associada a uma dor aguda, súbita e de curta duração. A hipersensibilidade pode ocorrer durante ou após a restauração dental, pela retração da gengiva, e após o clareamento dental.

Alguns Exemplos de aplicação do Laser:

Dores na articulação da mandíbula
Paralisia facial
Herpes simples (Herpes Labial)
Herpes zoster
Hipersensibilidade dentinária
Afta
Alveolite (infecção ou a inflamação do alvéolo pós extração dentária)
Bioestimulação óssea
Cárie
Endodontia (Tratamento de canal)
Exodontia (Extração dentária)
Língua geográfica (termo usado para descrever a aparência de mapa geográfico da língua, causada por manchas irregulares em sua superfície, de causa desconhecida)
Lesão traumática
Nevralgia do trigêmio (é uma dor de forte intensidade, basicamente tipo um choque ou um raio que ocorre na face das pessoas. É geralmente de curta duração, a dor vem e volta, e é considerada por algumas pessoas a dor mais forte que o ser humano possa sentir)
Parestesia (Sensações cutâneas subjetivas, por exemplo., frio, aquecimento, formigamento, pressão, etc. que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação)

Enceramento Diagnóstico e Mock Up

O planejamento inicial nos tratamentos odontológicos tem fundamental importância na busca dos melhores resultados estéticos e funcionais de um sorriso. Portanto, é necessário que o profissional utilize de técnicas que permitam a execução dos trabalhos com uma maior previsibilidade de resultados e com máxima preservação da estrutura dental.

O enceramento diagnóstico é essencial para o planejamento e diagnóstico de um sorriso harmonioso e serve como excelente forma de mostrar aos pacientes as modificações que poderão ser realizadas, auxiliando nas simulações (Mock-up) antes de se iniciar o tratamento, serve de guia para confecção de restaurações, preparos, provisório para coroas/facetas de cerâmica e na comunicação com os técnicos em prótese dental.

A palavra “Mock-up” quando traduzido da língua inglesa, significa “maquete” ou “modelo”. Em Odontologia, podemos dizer como um “ensaio restaurador” e permite ao paciente pré-visualizar o resultado final do tratamento sem que nenhum desgaste dentário seja realizado.

O paciente visualizará os resultados decorrentes da alteração de forma e cor dos seus dentes, e possibilitará ao profissional avaliar o resultado do enceramento diagnóstico integrado às demais referências estéticas presentes, como linha média, linha alta do sorriso, posicionamento dental com relação aos lábios superior e inferior, etc. Podendo ainda, servir de guia cirúrgico em gengivoplastias, neste caso realizamos o Enceramento cirúrgico.

Para a confecção do Mock-up necessitamos de uma moldagem inicial bem realizada para obtenção dos modelos de estudo, nos quais será realizado o enceramento diagnóstico, que é nada mais nada menos que uma “cirurgia” no modelo de gesso. Realizado o enceramento diagnóstico, faz-se um guia de transferência, que levará à boca do paciente um tipo de resina que será utilizado . O Mock-up poderá ser utilizado quando da alteração da forma dos dentes, diastemas, em dentes com desgaste, sendo possível nos casos em que apenas um aumento do volume dental é necessário.

Desta forma, com o Mock-up realizado, o paciente poderá ir embora e mostrar ao seu par, familiares e amigos, e colher informações destas pessoas podendo ser modificado conforme os seus critérios de estética e planejar o plano de tratamento.

O que é endodontia/tratamento de canal?

A endodontia é o ramo da Odontologia que trata das lesões e doenças da polpa (nervo) e da raiz do dente. Popularmente, endodontia também é chamada de tratamento de canal. O tratamento consiste na remoção do tecido mole (polpa) que se encontra na parte interna (canal) do dente e pode estar vivo, sadio, inflamado, infectado ou necrosado (morto). Em casos de alterações por cárie, fraturas dentárias, trauma dentário, trauma ortodôntico, lesões endo-periodontais, necessidades protéticas e outras patologias endodônticas, o tratamento de canal está indicado, visando a manutenção do dente na cavidade bucal, e a saúde dos tecidos periapicais.

Depois de se remover esse tecido, o dentista esteriliza o canal preenchendo-o com obturação em material específico.

Por que é importante realizar a endodontia, ou tratamento de canal?

Tratar o canal do dente lesionado é importante para:

Evitar a necessidade de extração do dente.

Prevenir infecções que podem ser muito perigosa.

Quais são os procedimentos para se tratar um canal dentário?
O tratamento de canal é feito em várias etapas, realizadas em várias visitas ao dentista, dependendo do caso.

Primeiramente, é feita uma abertura na da parte posterior de um dente frontal ou na coroa de um dente posterior, molar ou pré-molar.

Em seguida a polpa infeccionada é removida. O espaço pulpar e os canais são esvaziados, alargados e limados, em preparação para o seu preenchimento. Uma restauração temporária é colocada na abertura da coroa, a fim de proteger o dente no intervalo das visitas.

Para finalizar o tratamento, a restauração temporária é removida e a cavidade da polpa e os canais são preenchidos permanentemente. Um material em forma de cone (flexível) é inserido em cada um dos canais e geralmente selado em posição com um cimento apropriado. Uma coroa é geralmente colocada sobre o dente para restaurar seu formato e lhe conferir uma aparência natural. Se o dente estiver fraturado ou muito destruído pode ser necessário colocar um pino cimentado no canal antes da confecção da coroa.

O que acontece se eu não fizer o tratamento de canal?
A falta de tratamento endodôntico pode resultar em uma infecção na raiz e nos tecidos vizinhos, além de poder levar a sérias consequências à saúde, entre as quais:

Dor intensa, inchaço, febre, bacteremia (bactérias na corrente sanguínea), infecções à distância (articulações, febre reumática, entre outros), extração do dente.

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=653040Bmx_w

O que é periodontia?

Periodontia é a área da Odontologia que estuda a gengiva.

A gengiva é o tecido que reveste o osso que sustenta os dentes. Em virtude da má higiene, do fumo, do stress, da baixa imunidade e de maus hábitos alimentares, a gengiva fica fragilizada às infecções decorrentes de bactérias e o tratamento mais eficaz é a raspagem, visando a cura de processos inflamatórios e infecciosos da gengiva.

Por que realizar um tratamento de periodontia?
•Remoção de placa bacteriana e cálculos dentários;
•Diminuição do grau de infecção bucal;
•Salubridade dos tecidos;
•Cura do processo inflamatório / infeccioso;
•Desaparecimento da supuração e do sangramento gengival;
•Melhoria estética das regiões com retração gengival;
•Prevenção contra doenças que provocam perda de dentes.

Como é o tratamento periodontal?
No tratamento de periodontia serão realizadas sessões de raspagens que podem ser manual ou através de aparelhos de ultrassom. O tempo e o resultado do tratamento dependem do grau da doença periodontal, sendo necessário sessões básicas, moderadas ou avançadas.

Qual o risco de eu não realizar o tratamento periodontal?
Problemas gengivais não tratados podem levar a:
•Perda dental;
•Perda do osso alveolar e consequente dificuldade em futuros tratamentos protéticos;
•Infecções por bacteremia;
•Prejuízo estético do sorriso: dentes alongados e espaços abertos (diastemas);
•Mau hálito.

Qual a melhor forma de evitar a inflamação gengival?
Escovando os dentes pelo menos 3 vezes ao dia e passando o fio dental regularmente.

O que é selante?

É uma película protetora aplicada sobre os sulcos dos pré-molares e molares.

Por que fazer esse tratamento?
A aplicação do selante é um excelente recurso para a prevenção de cáries. Ele age como uma película protetora que, facilitando a limpeza dos restos alimentares e o controle de placa bacteriana, reduz o risco de essas superfícies desenvolverem cáries.

Como será feito meu tratamento?
• A aplicação leva poucos minutos.
• Primeiro, o dente deve ser limpo, depois sua superfície rugosa é preparada e o selante é aplicado, ficando aderido à superfície rugosa do dente.
• Não dói nada aplicar selantes nos dentes. Quando o selante é aplicado, ele escorre e penetra nas fóssulas e fissuras do dente.
• Com a mastigação, irá ocorrer um desgaste natural dessa película protetora e por isso, para manter o efeito protetor, há necessidade de verificação periódica durante as visitas de retorno: Assim, o dentista determinará se a reaplicação é necessária.

E se eu não fizer o tratamento?
• Maior incidência de cáries na formação dos dentes.

O que é radiografia panorâmica?

Um importante exame radiográfico utilizado para o diagnóstico e planejamento terapêutico das doenças dos doentes e dos ossos da face.

Por que realizar esse tratamento?
É um exame útil e bastante prático para complementar o exame clínico no diagnóstico das doenças dos dentes (cáries ou doenças endodônticas) e dos ossos da face. Através desse exame, o dentista pode visualizar os dentes de uma só vez, inclusive os que ainda não estão erupcionados. Cáries, fraturas dentais, infecções ou outras doenças dos ossos que sustentam os dentes podem ser visualizadas e, muitas vezes diagnosticadas.

Ela é fundamental no diagnóstico de todas as lesões dos ossos da maxila e mandíbula. Através desse exame, pesquisam-se reabsorções ósseas e radiculares, cistos, tumores, inflamações, fraturas pós-acidentes, distúrbios da articulação têmporo-mandibular (que causam dor na região de ouvido, face pescoço e cabeça) e sinusite.

O que é placa de mordida?

A placa de mordida, ou placa miorrelaxante, é um aparelho em acrílico que é colocado sobe os dentes para evitar desgaste dental devido ao hábito de apertar e ranger os dentes, conhecido por bruxismo.

Por que fazer esse tratamento?
• Proteger os dentes de se desgastarem em pacientes que apresentam bruxismo (hábito de ranger os dentes).
• Aliviar as articulações têmporo-mandibulares (localizadas em frente aos ouvidos) contra as forças excessivas que se formam pelo não relaxamento da mordida.
• Induzir o relaxamento da musculatura.

Como será feito meu tratamento?
É realizada a moldagem dos dentes e enviado para o laboratório de prótese confeccionar a placa em acrílico ou silicone. Apesar da placa de silicone ser mais confortável, é menos efetiva, seus efeitos menos controláveis e, por serem mais porosas, retêm mais bactérias e podem causar mau cheiro. Portanto a placa de acrílico é a mais indicada na maioria dos casos. Assim que sua placa estiver pronta, uma nova consulta será agendada para realizar os ajustes necessários.

E se eu não fizer o tratamento?
As dores de cabeça tensionais são comuns nos portadores de bruxismo. Elas surgem por contração excessiva dos músculos da mastigação, podendo atingir rosto, pescoço, ouvido e até ombros. O período crítico é pela manhã (se a contração predominar à noite) ou de tarde (se predominar de dia). Outro problema decorrente do bruxismo é dor da articulação da mandíbula. Esta também pode sofrer estalos, travamento, restringir a abertura da boca e desviar para o lado ao abrir e fechar. Também é freqüente a dor e o desgaste dos dentes. A dor é pior pela manhã e o desgaste pode chegar à gengiva. Em dentes mais frágeis, sejam eles cariados ou tratados, o ranger pode provocar a quebra.

O que é aplicação de Flúor?

O flúor é importante na formação dos dentes, pois favorece a formação de cálcio e potássio. Para a prevenção da cárie é preciso ter o flúor presente de forma constante no meio bucal.

Por que fazer a aplicação de Flúor?
A aplicação do flúor é importantíssima, pois deixa mais forte a superfície do dente (esmalte), protegendo-a contra os ataques ácidos da placa bacteriana que podem provocar cárie.

Como será feito a aplicação de Flúor?
A aplicação do flúor pode ser realizada de diversas formas, entre elas, uso de moldeiras, aplicação direta nos dentes e o bochecho. Quem faz esse procedimento é o próprio dentista, dentro do consultório. Após a aplicação é necessário ficar pelo menos 30 minutos sem ingerir alimentos ou líquidos.

E se eu não fizer a aplicação de Flúor?
• A falta do flúor pode causar o aparecimento de cárie
• Enfraquecimento do esmalte dentário.

O que é enxerto?

Por perderem os dentes ao longo dos anos, é comum as pessoas perderem também os ossos alveolares, que sustentam o dente perdido. Em consequência disso, a gengiva também diminui. Para sanar esse problema, pode-se recorrer a enxertos ósseos ou de tecido gengival. O cirurgião-dentista, para o enxerto, pode retirar ossos de uma área apropriada (mandíbula, por exemplo) do próprio paciente ou utilizar material comercializado para esta finalidade.

• Enxerto Autógeno
• Enxerto Ósseo

Por que realizar esse tratamento?
Obter condições para a colocação de implantes e, posteriormente, possibilitar a confecção de próteses e resolver problemas estéticos decorrentes da perda óssea: dentes muito compridos e sorriso em desarmonia.

Como será meu tratamento?
Primeiro é realizado uma cirurgia para colocação do enxerto ósseo na região danificada. É necessário aguardar um período de 4 a 6 meses para avaliar o sucesso do enxerto ósseo. Após esse período, você irá a uma consulta marcada para avaliação clínica pré-implante, quando o cirurgião-dentista se certifica de haver todas as condições necessárias para a continuidade do tratamento.

Risco de não realizar o tratamento
A perda óssea traz problemas funcionais e estéticos, entre os quais:
• Dificuldade para a realização de implantes.
• Aparência de dentes muito compridos, o que prejudica a harmonia estética.

Documentação ortodôntica

Documentação ortodôntica é um conjunto de exames (radiografias, fotografias intra e extrabucais, modelos em gesso das arcadas dentárias, análises cefalométricas e de modelos computadorizados) cuja finalidade é proporcionar uma visão abrangente do paciente, permitindo maior detalhamento no exame do caso inicial.

Por que realizar a documentação ortodôntica?
Apenas seu dentista clínico ou ortodontista poderá determinar se você poderá se beneficiar de um tratamento ortodôntico. Com base em alguns instrumentos de diagnóstico que incluem um histórico médico e dentário completo, um exame clínico, moldes de gesso de seus dentes e fotografias e radiografias especiais, o ortodontista ou dentista clínico poderá decidir se a ortodontia é recomendável e desenvolver um plano de tratamento adequado para você. Se você apresenta algum dos problemas abaixo, pode ser um candidato para o tratamento ortodôntico:

Algumas vezes chamada de “dentes salientes” – este problema é caracterizado por um excesso vertical da região anterior da maxila e/ou uma sobre-erupção dos dentes dessa região. Nos casos de sobremordida, os dentes anteriores superiores recobrem quase 100% dos dentes inferiores, conferindo um sorriso desagradável, o conhecido “sorriso gengivoso” – quando se mostra grande parte da gengiva dos dentes superiores ao sorrir e problemas mastigatórios. Os dentes inferiores podem, inclusive, tocar no palato.
Documentação ortodôntica: Mordida cruzada anterior

Esquelética: quando a arcada inferior está projetada muito à frente, pelo mal posicionamento ou pelo excesso de crescimento mandibular, ou a arcada superior se posiciona muito atrás, pelo mal posicionamento ou falta de crescimento maxilar.

Dentária: quando as bases ósseas (maxila e mandíbula) estão bem posicionadas e com o crescimento correto, mas há um ou mais dentes da arcada superior inclinado(s) para trás e/ou um ou mais dentes da arcada inferior inclinado(s) para frente, de forma que ao morder, mostram-se cruzados na região anterior.

Documentação ortodôntica: Mordida cruzada posterior

Esquelética: quando a arcada superior é atrésica (falta de crescimento lateral) e/ou a mandíbula possui excesso de crescimento transversal (lateral).

Dentária: quando as bases ósseas (maxila e mandíbula) estão bem posicionadas e com crescimento correto, mas existe um ou mais dentes posteriores superiores que estão inclinados para dentro e/ou um ou mais dentes posteriores inferiores inclinados para fora do arco dentário, e ao morder, encontram-se cruzados nesta região posterior.

Documentação ortodôntica: Mordida aberta

Anterior: espaço entre as superfícies de mordida dos dentes anteriores quando os dentes posteriores se juntam.

Lateral: espaço entre as superfícies de mordida dos dentes laterais quando os dentes posteriores mordem.

Posterior: espaço entre as superfícies de mordida dos dentes posteriores quando os dentes anteriores e/ou laterais se juntam.

Completa: quando há espaço entre as superfícies de todos os dentes, nenhum se junta quando se fecha a boca.

Desvio da linha mediana
Ocorre quando o centro da arcada superior não está alinhado com o centro da arcada inferior.

Documentação ortodôntica: Diastema
Falhas, ou espaços, entre os dentes como resultado de dentes ausentes, presença de microdentes (dentes pequenos) ou dentes que não preenchem a boca.

Documentação ortodôntica: Apinhamento
Ocorre quando existem dentes demais para se acomodarem na arcada dentária pequena.

As vantagens de colocar aparelho são evidentes. Embora na maioria sejam reduzidas as melhoras estéticas, estas não se ficam por aqui:
• Ganhos estéticos surpreendentes – dentes alinhados = estética melhorada.
• Mais fácil de proceder à higienização – tanto da escovação como da aplicação de fio dental.
• Mastigação mais eficaz – consequentemente, digestão melhorada.
• Prevenção de problemas mandibulares.
• Melhorias da dicção e da fala em geral.

Como será minha documentação ortodôntica?
Diversos tipos de aparelhos, tanto fixos como móveis, são utilizados para ajudar a movimentar os dentes, retrair os músculos e alterar o crescimento mandibular. Estes aparelhos funcionam colocando uma leve pressão nos dentes e ossos maxilares. A gravidade do seu problema é que irá determinar qual o procedimento ortodôntico mais adequado e mais eficaz. Os aparelhos podem ser divididos em dois grupos: fixos e removíveis.

Aparelhos ortodônticos fixos
são unidos aos dentes através de uma substância adesiva ou cimento, são compostos por bráquetes (metálicos, plásticos ou cerâmicos), tubos e anéis, que suportam o arco metálico responsável pela movimentação dentária. Permitem maior movimentação dos dentes e independem da colaboração do paciente.

Aparelhos ortodônticos removíveis
São encaixados na boca, podendo ser retirados pelo paciente ou pelo ortodontista, e dependem da colaboração do paciente. Podem ser ortodônticos, os quais realizam pequenas movimentações dentárias; ou ortopédicos, utilizados nas correções de alterações esqueléticas (ósseas). Hoje em dia, existem aparelhos transparentes em que as peças de suporte se confundem com a colaboração do dente buscando uma melhor estética.

Riscos de não fazer a documentação ortodôntica
A não realização do tratamento ortodôntico traz problemas funcionais e estéticos, entre os quais:
• Dificuldade para higienização da boca facilitando o surgimento da doença cárie, formação e tártaro e problemas gengivais.
• Desequilíbrio dos dentes, podendo até mesmo perdê-los à longo prazo e articulações temporomandubulares.
• Problemas estéticos devido ao posicionamento errado dos dentes.
• Problemas mastigatórios e digestivos, pela má trituração dos alimentos, interferindo na saúde total do paciente.

Após o tratamento ortodôntico chegará um momento em que o dentista lhe dará alta do tratamento ortodôntico. Mas isso não significa que você deixará de ir ao dentista. Após o tratamento ortodôntico, seja ele fixo ou removível o paciente deverá voltar ao consultório para que o dentista continue avaliando o reposicionamento dos dentes, pois é muito importante que o tecido ósseo e os tecidos adjacentes estejam consolidados com o novo posicionamento dos dentes. Um novo aparelho fixo ou removível ajudará para que os dentes se acostumem com o novo alinhamento dental. Este aparelho será desenhado para limitar a movimentação dos dentes evitando que o paciente volte para o tratamento ortodôntico Este aparelho deverá ser usado 24h de 6 meses a 1 ano, removendo apenas para as refeições e para higiene do aparelho e higiene bucal. após este período, ainda é recomendável usar no período noturno de 6 meses à 1 ano, para absoluta estabilização dos dentes nas posições definitivas. Lembrando que o prazo pode variar de acordo com o caso.

O que é dentística (restauração)?

Dentística Restauradora é a área da Odontologia que recupera a forma e a função dos dentes afetados por cárie ou trauma através de restauração e reconstrução. Também atua na modificação de contorno de dentes para ajustes estéticos. Os dentistas utilizam materiais como resina, que é da cor do dente.

Dificilmente os dentistas utilizam amalgama.

Por que realizar a restauração?
• Eliminar a doença cárie.
• Recuperar o formato dos dentes.
• Melhorar a aparência.

Como será a minha restauração?
• O primeiro passo é a remoção do tecido cariado pelo dentista, com instrumento de alta rotação.
• Após a remoção completa é feita uma restauração na cavidade que restou, com material específico utilizado pelo dentista.
• Por fim, será realizado um polimento e acabamento do material restaurador.

Risco de não realizar a restauração.
O não tratamento da doença cárie pode levar ao progressivo comprometimento dos tecidos dentários e provocar:
• Dores cada vez mais frequentes e intensas.
• Necessidade de tratamento de canal, caso a cárie tenha atingido a polpa do dente.
• Eventual perda do dente, prejudicando a auto estima.

As restaurações existentes devem ser reavaliadas de 6 em 6 meses por um dentista, já que o dente restaurado é sempre mais vulnerável que o dente íntegro.

O que é cirurgia?

É a especialidade na Odontologia que cuida das Extrações Dentais, e procedimentos nos tecidos moles da boca. Nestes últimos, podemos incluir por exemplo:
As frenectomias labiais ou linguais: a remoção do freio labial é indicada, por exemplo, como auxiliar no tratamento de Ortodontia, para o fechamento de diastemas (dentes separados).

Biópsia: quando há presença de alguma lesão na mucosa bucal, o Dentista faz a remoção e envia ao laboratório para análise. Remoção de hiperplasias gengivais e regularização de rebordo ósseo: um tratamento prévio á colocação de próteses. Cirurgias periodontais como auxiliar no tratamento de raspagem, ou as estéticas para, por exemplo, aumentar o tamanho dos dentes no sorriso.

As extrações dentais podem ser simples ou:

De dentes Inclusos: Quando o dente por alguma dificuldade não consegue erupcionar (nascer). Este fato é visto pelo Raio-X e ocorre muito com os terceiros Molares (dentes do siso). O dentista precisa removê-lo através de uma pequena cirurgia feita em consultório.

De fragmentos: quando alguma parte do dente (raíz) fica presa dentro do osso ou gengivas.

Tumores: Odontomas por exemplo. Dentes supranumerários e extranumerários.

Por que realizar esse tratamento?

Dentes infectados (destruídos por cáries ou doença periodontal) ou fragmentos dentais são considerados focos infecciosos na boca. Além de dor e inchaço local, esta infecção poderá propagar-se para o organismo levando á quadros graves de doenças sistêmicas. A não remoção de dentes inclusos também pode levar á formação de cistos e tumores.

Como será meu tratamento?

Em qualquer cirurgia o cirurgião fará uso de anestesias locais e, às vezes, de medicamentos para controlar a ansiedade do paciente, muito comum nesta especialidade. Após a cirurgia, o local receberá uma sutura (pontos), que deverá ser removida em torno de sete dias. Neste período, dependendo do caso, o paciente poderá fazer uso de analgésicos e/ou antibióticos. A higienização da área deve ser feita com cuidado.

Sensibilidade dentinária

O que quer dizer ter dentes sensíveis?
A sensibilidade dentária é a dor causada pela exposição dos tubos dentinários, que fica na dentina.

A causa mais comum desta sensibilidade na pessoa adulta é a exposição da raiz dos dentes na área cervical (linha entre a coroa do dente e a raiz) devido à retração gengival. Como a raiz não está coberta pelo esmalte, milhares de canalículos que vão do centro do dente e levam o feixe nervoso da polpa até a superfície ficam expostos e acusam a dor. Quando o calor, frio ou pressão afeta esses canalículos, você sente dor. Ignorar os dentes sensíveis pode levar a outros problemas de saúde bucal. Especialmente se a dor fizer com que você não escove bem seus dentes, tornando-os vulneráveis à cárie e doenças gengivais.

Como saber se meus dentes são sensíveis?
Se você sentir uma sensação dolorosa em seus dentes após tomar bebidas ou comer comidas quentes, frias, doces ou ácidas, seus dentes são sensíveis. Mas não é só você que sente isto. É um problema que afeta um em cada quatro adultos, às vezes de forma não permanente.

Como tratar dentes sensíveis?
Em primeiro lugar, fale com seu dentista. A sensibilidade dos dentes geralmente pode ser tratada e curada. Seu dentista pode prescrever flúor em gel ou um enxaguante bucal com flúor. Você também pode tentar cremes dentais de baixa abrasividade com formulações feitas especialmente para dentes sensíveis. Pergunte ao seu dentista quais são os produtos mais adequados para o seu problema de sensibilidade. Tenha cuidado com a escovação e evite que seus dentes se desgastem ainda mais.

O que são próteses parciais e totais?

Próteses são aparelhos utilizados em substituição aos dentes ausentes que podem ser fixas ou móveis. Embora leve algum tempo para que a pessoa consiga se habituar a utilizá-las, atualmente elas oferecem uma aparência mais natural e maior conforto quando comparadas a aquelas de alguns anos atrás.

Existem dois tipos principais de próteses: totais (dentaduras) e parciais (roach) que podem ser fixas ou removíveis. Seu dentista irá ajudá-lo a escolher o tipo de prótese mais apropriado, dependendo do número de dentes a ser substituídos e o custo do tratamento.

Como funcionam as próteses?
No caso de próteses totais, uma base acrílica da cor da mucosa bucal se apoia sobre sua gengiva. A base da prótese superior cobre todo o palato (céu da boca), enquanto que a prótese inferior é confeccionada em formato de “U”, a fim de permitir espaço livre para acomodar sua língua.
As próteses são feitas sob medida em parceria entre o dentista e o técnico em prótese dental, a partir de moldes tirados de sua boca. Seu dentista irá determinar qual dos tipos de próteses descritas abaixo é o melhor para você.

Prótese Total Convencional (dentadura)
A prótese total convencional é colocada em sua boca depois que os dentes remanescentes foram extraídos e os tecidos cicatrizarem. A cicatrização pode demorar vários meses, período que exigirá um reembasamento da prótese que será instalada, de forma a diminuir as cargas que incidirão sobre o tecido. As etapas de confecção da prótese devem ser aprovadas por você paciente e pelo seu dentista, desde a cor, formato e tamanho dos dentes que serão utilizados. É interessante apresentar ao seu dentista fotos que mostrem como eram seus dentes para que ele tenha um parâmetro na confecção deste trabalho. Não é recomendável que paciente durma todos os dias com esta prótese, já que a salivação durante a noite é reduzida e isso pode favorecer o aparecimento de fungos e bactérias. Neste período a prótese pode ser colocada em um recipiente com água. A higienização das próteses deve ser feita pós-refeições.

Prótese Total Imediata
A prótese total imediata é instalada imediatamente após a extração dos dentes remanescentes. Embora as próteses imediatas ofereçam a vantagem de você não ficar sem os seus dentes, elas precisam ser reajustadas nos meses subsequentes após a sua instalação. A razão para isto é que o osso no qual os dentes estavam inseridos sofre uma mudança após a cicatrização, fazendo com que a prótese fique sem estabilidade.

Prótese Parcial Removível
A prótese parcial removível consiste em uma estrutura metálica que se apoia nos dentes naturais e rebordo (osso e tecido). Algumas vezes, são colocadas coroas sobre alguns dos dentes naturais e que servem como apoios para a prótese. Essas próteses devem estar bem ajustadas em todos os tecidos e não deve causar lesões em sua boca. Próteses parciais removíveis oferecem uma alternativa móvel para as pontes e é possível conseguir boa estética e função e com essa modalidade protética.

Quanto tempo poderá levar para eu me acostumar com minha prótese?
Novas próteses podem parecer estranhas e desconfortáveis durante as primeiras semanas ou até meses. Alimentar-se e falar com a prótese pode exigir um pouco de prática. É comum ter-se a sensação dos dentes salientes ou soltos, enquanto os músculos de suas bochechas e língua se habituam a segurar a prótese no lugar. O fluxo excessivo de saliva, a sensação de que a língua não tem lugar certo para ficar e uma pequena irritação ou ulceração não são incomuns. No caso de irritação, consulte seu dentista, e lembre-se, não é correto se acostumar com lesões causadas por essas próteses, se sua prótese te machuca procure o seu dentista para que ele vá adaptando o trabalho à sua cavidade bucal.

Qual a durabilidade das próteses?
Durante um certo período de tempo, sua prótese precisará ser reajustada, refeita ou recolocada devido ao desgaste normal. Recolocar significa fazer uma nova base, mantendo os dentes existentes na prótese. Também, com o passar do tempo, sua boca muda naturalmente. Estas mudanças fazem com que sua prótese fique solta, dificultando a mastigação e irritando a gengiva. Você deve consultar seu dentista, no mínimo uma vez ao ano, para uma avaliação, estas próteses não devem ser utilizadas por mais de cinco anos.

Estas são algumas dicas para cuidar de sua prótese:
Quando manusear sua prótese, coloque-a sobre uma toalha dobrada ou um recipiente com água. As próteses são delicadas, e podem se quebrar se sofrerem uma queda.
Não deixe sua prótese secar. Coloque-a em uma solução de limpeza própria para próteses ou em água pura quando não a estiver usando. Nunca use água quente, pois esta pode deformá-la.

Escove sua prótese diariamente para remover os resíduos de alimentos e a placa bacteriana, e evitar que fique manchada.

Escove suas gengivas, língua e palato todas as manhãs com uma escova de cerdas suaves antes de colocar a prótese. Isto estimula a circulação em seus tecidos e ajuda a remover a placa.

Visite seu dentista se sua prótese quebrar, lascar, rachar ou ficar solta. Não fique tentado a ajustá-la sozinho – isto poderá danificá-la ainda mais.

O que são implantes dentários?

Implantes dentários são suportes ou estruturas de metal (normalmente de titânio) posicionadas cirurgicamente no osso maxilar abaixo da gengiva para substituir as raízes dentárias. Uma vez colocados, permitem ao dentista montar dentes substitutos sobre eles.

Como funcionam os implantes dentários?

Por serem integrados ao osso, os implantes oferecem um suporte estável para os dentes artificiais. Próteses parciais e totais montadas sobre implantes não escorregarão nem mudarão de posição na boca, um grande benefício durante a alimentação e fala. Esta modalidade de prótese é chamada “protese sobre implante” e confere ao paciente mais segurança em todas as funções bucais proporcionando uma situação mais natural do que pontes ou dentaduras convencionais.

Para algumas pessoas, as próteses e dentaduras comuns são simplesmente desconfortáveis ou até inviáveis, devido a pontos doloridos ou falta de adaptação a estes aparelhos. Além disso, as pontes comuns devem ser ligadas aos dentes em ambos os lados do espaço deixado pelo dente ausente. Com a colocação de implantes não é necessário preparar ou desgastar um dente natural para apoiar os novos dentes substitutos no lugar como é feito em pontes fixas convencionais.

Para receber um implante, é preciso que você tenha gengivas saudáveis e ossos adequados para sustentá-lo. Você também deve comprometer-se a manter estas estruturas saudáveis. Uma higiene bucal meticulosa e visitas regulares ao dentista são essenciais para o sucesso a longo prazo de seus implantes.

Os implantes são, em geral, mais caros que outros métodos de substituição de dentes e a maioria dos convênios não cobre seus custos.

O tipo de implante mais recomendado na atualidade é o ósseo integrado que se mostrou uma revolução no tratamento de pacientes parcial ou totalmente desdentados.

Implante ósseo integrado: — são implantados por meio cirúrgico diretamente no osso maxilar. O período da osseointegração (integração ao osso) leva em média 4 a 6 meses dependendo da região a receber o implante. Após este período, uma segunda cirurgia é necessária para ligar o implante ao meio bucal, nesta fase o cirurgião dentista remove a gengiva que está recobrindo o implante e finalmente, um dente artificial (ou dentes) é conectado ao implante, individualmente, ou agrupado em uma prótese que pode ser de dois tipos:

Prótese Protocolo: — Prótese total implantosuportada e implantoretida, fixada sobre 4 a 8 implantes em média, este tipo de prótese é parafusada e retirada apenas pelo seu dentista, é uma prótese que confere boa estética e é uma ótima opção para quem pretende fugir da dentadura, o único incoveniente é que este tipo de prótese é mais difícil de ser higienizada pois todos os detes são conectados entre si, exigindo bastante cuidado do paciente. Pode ser feita em resina ou porcelana.

Prótese Overdenture: — Prótese total removível sobre implante, este tipo de prótese é mais barata que a prótese protocolo porque exige menos implantes (2 a 6 em média) e é confeccionada em resina. Esta prótese é como uma dentadura, porém, tem um encaixe em uma barra que conecta os implantes à prótese, conferindo a esta mais estabilidade e retenção. Esta prótese pode ser retirada pelo paciente e por isto a sua higienização é facilitada.

Implantes dentários

A melhor opção para a substituição de dentes ausentes ou dentes que estão muito destruídos, são os implantes dentais, que oferecem conforto e estabilidade e, em virtude do dente artificial que ele suporta, é a restauração que mais se aproxima de um dente natural.

Os implantes odontológicos já vêm sido usados por várias décadas e por pacientes de todas as idades para substituir um único dente ou para suportar próteses totais ou parciais. Os Implantes ajudam a restaurar a capacidade de mastigar os alimentos, a sorrir sem medo, e rejuvenescem a aparência e além de tudo, levam vantagem sobre as próteses convencionais, pois os implantes e as coroas não são retirados para ficar de molho à noite e não são necessários adesivos para firmá-los.

Os implantes são “pinos” de titânio, um material que é compatível ao corpo humano, que possui diferentes formas, tamanhos e espessura, que se parecem com cilindros ou parafusos. São eles que irão substituir artificialmente as raízes dos dentes naturais. Encaixam-se no osso da maxila/mandíbula e ao tecido gengival para se tornar uma base estável para um ou mais dentes artificiais feitos sob medida, chamados de coroas dentais.

O tratamento geralmente é um processo de duas etapas que levam alguns meses. Na primeira etapa, o dentista coloca cirurgicamente o implante na maxila/mandíbula. A gengiva é, então, fechada sobre o implante. O implante permanecerá coberto por aproximadamente quatro a seis meses enquanto se funde com o osso, um processo chamado de osseointegração.

Na segunda e última etapa, o dentista confecciona uma coroa com o tamanho, formato, cor e o encaixe que se harmonizam com seus outros dentes. Uma vez pronta, a coroa é fixada no implante.

Quem é um bom candidato para tratamento com implante? Você pode ser, se estiver em bom estado de saúde e apresentar gengivas saudáveis e osso adequado para suportar um implante. Você deve estar comprometido com uma ótima higiene bucal para manter sua boca saudável e disposto a agendar consultas regulares com seu dentista. Pergunte ao seu dentista se os implantes são uma boa opção terapêutica para você.

Diabetes e saúde bucal

Pesquisas recentes sugerem que a relação entre doenças gengivais e diabetes é uma via de mão dupla. Não somente as pessoas com diabetes são suscetíveis às doenças gengivais, mas esta pode ter o potencial de afetar o controle glicêmico no sangue e contribuir para a progressão do diabetes.

As pesquisas sugerem que pessoas com diabetes têm alto risco de adquirirem problemas bucais, tais como gengivite (um estágio inicial de doença gengival) e periodontite (doença gengival avançada com perdas ósseas). Pessoas com diabetes têm um risco aumentado para doenças gengivais avançadas porque os diabéticos são geralmente mais suscetíveis às infecções bacterianas, e têm uma diminuição na capacidade de combater as bactérias que invadem o tecido gengival.

Se seus níveis de glicose no sangue não forem bem controlados, o diabético tem maior chance de desenvolver doença gengival avançada e de perder dentes quando comparado a pessoas que não têm diabetes. Como todas as infecções, a doença gengival pode ser um fator que eleva o açúcar do sangue e pode tornar o controle do diabetes mais difícil. Outros problemas bucais relacionados com diabetes são: candidíase, sensação de boca seca, aftas, úlceras, infecções, má cicatrização em casos de cirurgias e cáries.

Como evitar problemas dentários associados ao diabetes?
Em primeiro lugar, o mais importante é controlar o nível de glicose no sangue. Em seguida, cuide bem dos dentes e gengiva e faça exames minuciosos a cada seis meses. Para controlar as infecções por fungo, controle bem seu diabetes, procure não fumar e, se usar dentadura, remova-a e limpe-a diariamente. O controle adequado da glicose do sangue também ajuda a evitar ou aliviar a boca seca causada pelo diabetes.

O que posso esperar das minhas consultas com o dentista? Devo contar a ele que tenho diabete?
As pessoas que têm diabetes necessitam de cuidados especiais e do preparo do seu dentista para ajudá-lo. Mantenha seu dentista informado sobre qualquer alteração em seu estado de saúde e sobre os medicamentos que estiver tomando. Exceto em caso de emergência, não se submeta a qualquer procedimento dentário se o açúcar no sangue não estiver bem controlado.

Dentes sensíveis: o que causa?

Provar um sorvete ou tomar um golinho de chá quente às vezes é uma experiência dolorosa para você? Escovar ou passar fio dental faz você estremecer de vez em quando? Se a resposta for positiva, você tem um problema chamado “dentes sensíveis”.

Cáries dentárias e dentes fraturados podem causar dentes sensíveis. Mas se seu dentista descartou esses problemas, esmalte dental desgastado, dente fissurado ou uma raiz exposta podem ser a causa.

Uma camada de esmalte dentário, que é a substância mais dura do organismo, protege as coroas dos dentes saudáveis. Uma camada chamada de cemento dentário ou cemento radicular protege a raiz dental sob a linha da gengiva. Por baixo do esmalte e do cemento está a dentina dentária, uma parte do dente que é menos densa do que o esmalte e cemento.

A dentina contém túbulos microscópicos, que são tubos ocos ou canais. Quando a dentina perde sua cobertura de proteção, os túbulos permitem que alimentos quentes e frios, ácidos ou pegajosos, estimulem a inervação e as células dentro dos dentes. Isso causa hipersensibilidade e desconforto ocasional. Felizmente, a irritação não causa danos permanentes à polpa. A dentina pode ser exposta quando a gengiva se retrai. O resultado pode ser hipersensibilidade próxima à linha da gengiva.

A higiene bucal adequada é a chave para evitar que a gengiva se retraia e cause dor por dentes sensíveis. Se você escovar os dentes de maneira errada ou mesmo escovar demais, poderão também resultar problemas gengivais. Pergunte ao seu dentista se você tiver dúvidas sobre sua rotina diária de higiene bucal.

Dentes sensíveis podem ser tratados. Seu dentista pode sugerir que você experimente um creme dental dessensibilizante, que contenha compostos que ajudem a bloquear a transmissão da sensação da superfície dental para a inervação. O creme dental dessensibilizante geralmente requer diversas aplicações antes que a sensibilidade seja reduzida.

Seu dentista também pode recomendar técnicas feitas em consultório envolvendo a aplicação de flúor na forma de gel, que fortalece o esmalte dentário e reduz a transmissão de sensações.

Fonte: ADA – Associação Dental Americana

Mais visitas ao dentista são recomendadas para mulheres idosas

A batalha contra a placa bacteriana, cárie dentária e doença gengival pode ser mais árdua para as mulheres após a menopausa, segundo pesquisadores da Faculdade de Odontologia Case Western Reserve e Clínica Cleveland, que recomendam que após a menopausa as mulheres consultem o dentista para limpezas até quatro vezes por ano.

Cientistas estudaram o estado odontológico de 28 mulheres pós-menopausa com ossos normais e 28 que faziam terapia tomando bifosfonatos para osteoporose por dois anos ou mais. As mulheres, com idades entre 51 e 80 anos, foram submetidas a uma tomografia de maxila e mandíbula e a um exame periodontal completo para verificação de placa dental, sangramento e perda óssea. As participantes seguiram as diretrizes da ADA para escovação, uso de fio dental e consultas ao dentista duas vezes por ano.

Pesquisadores encontraram que ambos os grupos exibiam níveis elevados de placa dental que poderiam elevar o risco de perda óssea na mandíbula e maxila ou reverter o ganho de massa óssea obtido pela medicação. Após a menopausa, mulheres com risco de osteoporose também apresentam risco de doença gengival (doença periodontal), que afeta o osso que ancora os dentes. Com o tempo, a placa bacteriana que se acumula sobre os dentes pode levar à doença periodontal.

Doença óssea e doença gengival são doenças diferentes, ressaltam os pesquisadores. Mulheres que tomam bifosfonatos também precisam remover placa para manter a maxila e a mandíbula fortes e saudáveis.

Peça ao seu dentista orientações sobre escovação, uso do fio dental, dieta saudável e consultas odontológicas. Ele será capaz de recomendar um regime de cuidados bucais apropriado para suas necessidades e estado de saúde.

Fonte: ADA – Associação Dental Americana.