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Documentação ortodôntica é um conjunto de exames (radiografias, fotografias intra e extrabucais, modelos em gesso das arcadas dentárias, análises cefalométricas e de modelos computadorizados) cuja finalidade é proporcionar uma visão abrangente do paciente, permitindo maior detalhamento no exame do caso inicial.

Por que realizar a documentação ortodôntica?
Apenas seu dentista clínico ou ortodontista poderá determinar se você poderá se beneficiar de um tratamento ortodôntico. Com base em alguns instrumentos de diagnóstico que incluem um histórico médico e dentário completo, um exame clínico, moldes de gesso de seus dentes e fotografias e radiografias especiais, o ortodontista ou dentista clínico poderá decidir se a ortodontia é recomendável e desenvolver um plano de tratamento adequado para você. Se você apresenta algum dos problemas abaixo, pode ser um candidato para o tratamento ortodôntico:

Algumas vezes chamada de “dentes salientes” – este problema é caracterizado por um excesso vertical da região anterior da maxila e/ou uma sobre-erupção dos dentes dessa região. Nos casos de sobremordida, os dentes anteriores superiores recobrem quase 100% dos dentes inferiores, conferindo um sorriso desagradável, o conhecido “sorriso gengivoso” – quando se mostra grande parte da gengiva dos dentes superiores ao sorrir e problemas mastigatórios. Os dentes inferiores podem, inclusive, tocar no palato.
Documentação ortodôntica: Mordida cruzada anterior

Esquelética: quando a arcada inferior está projetada muito à frente, pelo mal posicionamento ou pelo excesso de crescimento mandibular, ou a arcada superior se posiciona muito atrás, pelo mal posicionamento ou falta de crescimento maxilar.

Dentária: quando as bases ósseas (maxila e mandíbula) estão bem posicionadas e com o crescimento correto, mas há um ou mais dentes da arcada superior inclinado(s) para trás e/ou um ou mais dentes da arcada inferior inclinado(s) para frente, de forma que ao morder, mostram-se cruzados na região anterior.

Documentação ortodôntica: Mordida cruzada posterior

Esquelética: quando a arcada superior é atrésica (falta de crescimento lateral) e/ou a mandíbula possui excesso de crescimento transversal (lateral).

Dentária: quando as bases ósseas (maxila e mandíbula) estão bem posicionadas e com crescimento correto, mas existe um ou mais dentes posteriores superiores que estão inclinados para dentro e/ou um ou mais dentes posteriores inferiores inclinados para fora do arco dentário, e ao morder, encontram-se cruzados nesta região posterior.

Documentação ortodôntica: Mordida aberta

Anterior: espaço entre as superfícies de mordida dos dentes anteriores quando os dentes posteriores se juntam.

Lateral: espaço entre as superfícies de mordida dos dentes laterais quando os dentes posteriores mordem.

Posterior: espaço entre as superfícies de mordida dos dentes posteriores quando os dentes anteriores e/ou laterais se juntam.

Completa: quando há espaço entre as superfícies de todos os dentes, nenhum se junta quando se fecha a boca.

Desvio da linha mediana
Ocorre quando o centro da arcada superior não está alinhado com o centro da arcada inferior.

Documentação ortodôntica: Diastema
Falhas, ou espaços, entre os dentes como resultado de dentes ausentes, presença de microdentes (dentes pequenos) ou dentes que não preenchem a boca.

Documentação ortodôntica: Apinhamento
Ocorre quando existem dentes demais para se acomodarem na arcada dentária pequena.

As vantagens de colocar aparelho são evidentes. Embora na maioria sejam reduzidas as melhoras estéticas, estas não se ficam por aqui:
• Ganhos estéticos surpreendentes – dentes alinhados = estética melhorada.
• Mais fácil de proceder à higienização – tanto da escovação como da aplicação de fio dental.
• Mastigação mais eficaz – consequentemente, digestão melhorada.
• Prevenção de problemas mandibulares.
• Melhorias da dicção e da fala em geral.

Como será minha documentação ortodôntica?
Diversos tipos de aparelhos, tanto fixos como móveis, são utilizados para ajudar a movimentar os dentes, retrair os músculos e alterar o crescimento mandibular. Estes aparelhos funcionam colocando uma leve pressão nos dentes e ossos maxilares. A gravidade do seu problema é que irá determinar qual o procedimento ortodôntico mais adequado e mais eficaz. Os aparelhos podem ser divididos em dois grupos: fixos e removíveis.

Aparelhos ortodônticos fixos
são unidos aos dentes através de uma substância adesiva ou cimento, são compostos por bráquetes (metálicos, plásticos ou cerâmicos), tubos e anéis, que suportam o arco metálico responsável pela movimentação dentária. Permitem maior movimentação dos dentes e independem da colaboração do paciente.

Aparelhos ortodônticos removíveis
São encaixados na boca, podendo ser retirados pelo paciente ou pelo ortodontista, e dependem da colaboração do paciente. Podem ser ortodônticos, os quais realizam pequenas movimentações dentárias; ou ortopédicos, utilizados nas correções de alterações esqueléticas (ósseas). Hoje em dia, existem aparelhos transparentes em que as peças de suporte se confundem com a colaboração do dente buscando uma melhor estética.

Riscos de não fazer a documentação ortodôntica
A não realização do tratamento ortodôntico traz problemas funcionais e estéticos, entre os quais:
• Dificuldade para higienização da boca facilitando o surgimento da doença cárie, formação e tártaro e problemas gengivais.
• Desequilíbrio dos dentes, podendo até mesmo perdê-los à longo prazo e articulações temporomandubulares.
• Problemas estéticos devido ao posicionamento errado dos dentes.
• Problemas mastigatórios e digestivos, pela má trituração dos alimentos, interferindo na saúde total do paciente.

Após o tratamento ortodôntico chegará um momento em que o dentista lhe dará alta do tratamento ortodôntico. Mas isso não significa que você deixará de ir ao dentista. Após o tratamento ortodôntico, seja ele fixo ou removível o paciente deverá voltar ao consultório para que o dentista continue avaliando o reposicionamento dos dentes, pois é muito importante que o tecido ósseo e os tecidos adjacentes estejam consolidados com o novo posicionamento dos dentes. Um novo aparelho fixo ou removível ajudará para que os dentes se acostumem com o novo alinhamento dental. Este aparelho será desenhado para limitar a movimentação dos dentes evitando que o paciente volte para o tratamento ortodôntico Este aparelho deverá ser usado 24h de 6 meses a 1 ano, removendo apenas para as refeições e para higiene do aparelho e higiene bucal. após este período, ainda é recomendável usar no período noturno de 6 meses à 1 ano, para absoluta estabilização dos dentes nas posições definitivas. Lembrando que o prazo pode variar de acordo com o caso.